Thursday, January 28, 2010

IF I WERE A TREE .

Se eu fosse uma árvore,
teria acordado bem aqui,
e, não podendo me mover
até a sala, até a janela,
ficaria, de pés plantados e tranqüilos,
à espera do canto dos pássaros,
do vento (que teria de suportar)
e dos sons da manhã.
Teria, à minha frente,
um único horizonte,
que, forçosamente, seria vários,
pela sucessão dos dias: um universo,
este pedaço de norte,
com personagens variáveis,
rostos diferentes, vazios preenchíveis.
Se eu fosse uma árvore, o sol me aqueceria,
e, na impossibilidade de enjoamento,
sentiria toda a vida, a plenitude,
até que, à madrugada,
adormecesse.
De que adianta ter pés,
se não há a quietude.

Wednesday, January 27, 2010

THE ORDER IS CLEAR .

O estudo da arte poética
não me levará,
aos píncaros do conheci-
mento absoluto.
Ao lado uma flauta,
sem saber tocar.
Perdas de tempo.
Enquanto isso, assume a
forma
um garageiro, em caminhão
formado, ladeira abaixo.
Que fazer de nossas vidas,
além de imergir na
Divina solidão, onde se
armam tendas. E toca-se a corneta.
E os soldados assomam. Vento.
o Bem a ser conquistado.
De ninguém perseguido,
de ninguém amado,
ou conhecido.

Artimanhas de aranha
de fios de ouro.

Escapamento dos sons.
Xadrezes sobre a mesa.
Polimento d´armas.
Arneses.
O sonho, para ser conquistado,
primeiro, precisa ser sonhado.
Insuflai a bandeira! Altíssono!

Monday, January 25, 2010

AWAKE.

De tantos males, ou quase-nada.
Estamos arremessando um torpedo contra os chifres
de alguém: ou não. Estamos parados,
onde nenhum submarino apareça.
Enquanto as terras tremem,
sinto um ardor mais pesado
em frente ao barril de estanho
dos sonhos.
Sinto um arremesso de vida, enquanto sonham
os parados de velas, os arriz, sedentos de forfela.
Mas, segundo tenho ouvido, dito,
o mundo é sem trelas, por isso, vamos mão à obra:
os Viajantes não páram, sem descanso torpedeiam
em vastos mares, não há espaço, tudo é quântico:
vês a tua caminhada, como é tão rápida; num estante estás em roma,
noutro em amsterdã, noutro, em Mordor, e nas vilas, nas ruas, em pessoas,
em bares: tudo isso, passado um Instante. Apenas, um fotográfico do segundo,
em tua mente, ou na minha. A mente não faz mais que ziguezaear. Não páre, viajante.
O caminho é complexo, sêde lépido. Não pares a cismar
em abisos.
Assim eu canto
o Mstéo.
Acordado, eu vejo
a rima das flores, mas não dejeto
que a mente abrsorva: um peixe é o melhor exemplo,
do que quer que seja a vigilânça, o que acompanha ei preyce.
"Orai e vigiai". Sêde qua o peixe; que não nada para morrer,
mas, viovo, não pára a sua cauda, a debater as águas. onde vive.

.. .. ... .. . ... ... .. .. .. .. ... .. . . ..

Vejo absortos números, de vigas,
uma a uma, sustentando
o mausoléu das vinhas.
Quem saberá comer as uvas, decididas
a serem melões em cachos, belas fazendas
de gado leiteiro, leite de folhas, e a curtição
de almoço, que delícia, deitar à relva,
sem pudor de molhar a camisa. coim pudor de fazê-lo,
a sobra da manguinha, pêlo de carneiro,
sem outra roupagem a meia, sem costura o algodão
das nuvens, deita-se a foz, do Melima,
e desce de condão, a fada Merovina.
São as danças das palavras de corrida,
ganhando as posições na mente, que remoça
de vê-las sem o crvio da professora Senondina.
Assim nadando, assim correndo, semelham
doces vergéis de alfazema, querendo ganhar do vento
o primor de ser a aquarela do sóis. Assim, cordado
e eis que bailado
os senõs da casa, a dcoe batuta do Vaibe, do instante.
o Instante. Insta a todo tempo.

Sono da verdade. A lua calma e clara.
Portões e clareira. Os doces olhos do prédio adormecido.
(Rónc.)

O THE ALMOST NOTHING

Assim,
o curar-se de ar.

Na paciência do
Instante.

O cuidar da terra, um quintal.
O esquecimento da vida,
e da Carreira.

Um entregamento
à Via.

MODELS

Eles são como
estrelas.
E você é o
Céu.
As estrelas aparecem,
e o Céu é vasto e
invisível.
Assim é o teu Ser,
e eu sou uma
estrela.
Das muitas que em ti
habitam,

Estrela.