As frutas faltaram
e o telhado desabou,
tudo abandonado,
até as vitrinas de sol
se iluminaram,
mas sem vidros,
sem sinas.
As pessoas andam, é seu desejo andar,
ficam paradas à espreita
de um lugar pra descansar:
porta estreita, quem há de tentar,
a porta estreita, estreitar.
A lua desfeita, em cinzéis de ar,
como num sonho esbelto
o mar, sempre lavrado,
o couro do mar, desatinado.
As frutas novas, laranjas e abóboras,
mês das bruxas, de todas as frutas,
benção de pão, carregam trufas
de sal e algodão.
as nuvens bruxas.
A magia é haver pão.
Mais uma curva,
estar na mão,
descansar na lei,
ser o sifão
do Rei,
para transportar o Amor,
é preciso pagar o flerte...
ainda que Amor esteja ao centro
de toda Sorte.
Mundo dos fenômenos, tão contrário à Morte.
Imitação da Vida,
E surgem fulgurações de cidade,
luzes cambiantes, lisas,
por toda a extensão da descida,
uma, duas, três vias
de acesso ao Ilimitado.
Onde vamos de relance,
como namorados.
Onde detemos o Instante,
esposados.
Magia de haver sonho,
Visitado.
Há uma crianças que eu não falei.
Seu nome é desavisado.
Cresce na encosta
o seu vislumbre assoprado,
de camisa e calças
curtas, e chinelo emborrachado,
a caminhar nas curvas,
ao barranco esverdeado
aos cabelos, e a pele dura,
verá ao lado a extensão do nevoeiro
sobre a penha, e vagaroso,
muito vagaroso de não ter motores,
irá, co´s pais e tios, pelo Caminho,
sem sentir o não cheiro,
sem guardar da chuva os pés,
sem do frio guardar-se,
e ver as gotas n´árvore.
De experiências vário, filho do Mundo
cuidado. À noite, regalar-se de sopa,
e pleno de Mundo, dormir.
Esse é o personagem que eu não fui,
ao carro dirigir, desdobramento
do Eu, o negativo apositivado.
Fui, para ele, um Instante.
E nada mais.
Quereis que eu lamento?
Por quê?
Se de outros ais
são feitos os outros.
Eu só dimiro
possa haver vagareza
possa haver pobreza,
possa haver beleza
e união.
Garça, 69,
muito longe de casa.
Wednesday, September 23, 2009
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