Saturday, December 11, 2010

A MENINA DAS ANDORINHAS

A torre da igreja é um triângulo de quatro faces, pontudo e delgado como um chapéu de aniversário, encimado por uma cruz que, à noite, é azul turquesa de néon, distinguindo-se das chamas redondas e imóveis dos postes amarelos da cidade.

Há inícios de manhãs muito suaves, nestes cantos do planeta, como esta, que veio manchando de amarelo mui suave a oeste do valezinho, até tomar a igreja, que ainda estava fresca. O quadrado da torre, cujo alto é centralizado pela torre e pelas quatro pontas de lança nos cantos, ligados por murinhos de alabastro. E dois pintores estão ali, na imaginação, pois tudo está desgastado de pintura, como se vê melhor agora.

Dentro do prédio da igreja moram as andorinhas. Elas passeiam pelo teto, onde se vêem os afrescos de cores claras, os grandes santos. E a menina aponta o dedo às andorinhas.

“Elas moram aqui. É a casa das andorinhas.”

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