Num barranco, uma amiga se equilibrava, e o sol incendiava o seu corpo. Num outro canto, uma moça desentranhava um cabelo já desembaraçado. Seu olhar se perdia em preocupações. Mas, no fundo do poço, protegido da queda d´água, e, por ela, protegido do mundo exterior, um aquário brilhava, de peixinhos vermelhos, em água verde. Por entre as pedras lisas, que, feito grandes paredões de pedra, ostentavam guirlandas de samambaias e fetos. Outros fetos.
Caía uma chuva torrencial.
Mas, fora do abrigo, um amigo dedilhava o violão, e cantava para o sol. E outro abria a cerveja, que ofereceria à moça, desfazendo-a de preocupações. Um velhinho desceria, da comunidade, para prosear com os moços.
E tudo seria bom.

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